União da Vitória sedia encontro do Projeto Confiar

União da Vitória sedia encontro do Projeto Confiar3O Fórum da Vara da Infância e Juventude de União da Vitória recebeu uma capacitação do Projeto Confiar no sábado (30/7). Participaram conselheiros tutelares de Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas, Porto Vitória e União da Vitória, Municípios que compõem a Comarca.
 
No evento, que também contou com os convidados conselheiros tutelares da vizinha Comarca de Porto União-Santa Catarina, o Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude, Carlos Eduardo Mattioli Kockanny, e a psicóloga Larissa Moretto, repassaram aspectos do fluxo de atendimento das crianças e adolescentes supostamente vítimas de violência sexual na Comarca.
 
A psicóloga Larissa Moretto, que faz parte do Núcleo de Psicologia do projeto, tratou dos aspectos da identificação de possíveis abusos, da abordagem das vítimas, das espécies de violência, e especialmente os cuidados que os conselheiros devem buscar no atendimento de tais casos até que sejam encaminhadas as vítimas ao projeto para a escuta humanizada psicológica.
 
O Juiz de Direito Carlos Mattioli ressaltou que o Projeto Confiar busca atendimento mais qualificado a estas vítimas, evitando a revitimização que ocorre com inúmeras e infindáveis oitivas, todas realizadas por profissionais sem o preparo adequado, além de transformar em regra a oitiva única na vida das pequenas vítimas.
 
Ainda sobre a capacitação dos conselheiros tutelares, segundo Carlos Mattioli “o Projeto Confiar tem também como um de seus principais objetivos o treinamento de toda a rede de atendimento, não somente para conhecimento da forma que se atua na Comarca nestes casos, mas também para que todos possam contribuir mais significativa para dar confiança às vítimas, produzindo um atendimento protetivo, evitando ao máximo a repetição de escutas e a revitimização”.
 
Ele também afirmou que, “com o conhecimento do Projeto por um número maior de pessoas, espera-se um aumento da correta identificação e encaminhamento dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, assim como angariar a confiança das vítimas para que efetivamente possam contar o que sofreram e não continuar a sofrerem caladas”.
 

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